O que levou a escolha do tema?

O que nos levou a escolha desse tema foi entender que é essencial e urgente  que os povos desenvolvam uma cultura mais sustentável para que o Planeta não entre em colapso com uso desequilibrado dos recursos e com a produção excessiva do lixo.

 A partir desse panorama, começamos a investigar formas e culturas de reaproveitamento,  novos usos de alimentos e novos sabores. Procuramos, também, artistas que discutam a ideia de uma arte que seja atuante e fale de temas contemporâneos, promovendo um diálogo com o espectador. 

Além de pensar em uma alimentação saudável,  rica em nutrientes, sem agrotóxicos, de forma sustentável,  com plantações caseiras e com aproveitamento de restos alimentares para compostagem.

Desenvolvemos os projetos da Feira baseados na premissa do conhecer e praticar para que a prática se torne um hábito.

Como foi o desenvolvimento em sala?

 Os alunos realizaram pesquisas sobre as Culturas PANC’s e AIA e sobre o artista Vik Muniz. Entraram em contato com os principais geradores de ideias e conversaram sobre a Feira. A partir das trocas entre os professores e alunos, desenvolvemos novas formas de promover ainda mais as ideias básicas dos cinco Rs ( repensar, recusar, reduzir, reciclar e reaproveitar). Dessa forma, promovemos a utilização de materiais recicláveis pelos alunos, que  construíram um painel com o objetivo de chamar a atenção para a produção excessiva do lixo.

 A partir da reutilização de sobra de alimentos e novos materiais, os alunos produziram tintas  naturais feitas com cascas, raízes, folhas e caules de vegetais.

 Inspirados nas obras do artista  Vik Muniz, os alunos criaram produções artísticas com sobras de alimentos, revivendo o mesmo  processo de criação do artista, registrando em fotos e vídeos o passo a passo do trabalho. O resultado final são as produções que compõem a porta da sala, onde foi apresentada nossa Feira Cultural.

Outros trabalhos foram produzidos,  desenvolvidos e apresentados durante a Feira, como aprender a produzir sachês de cheiro utilizando essências naturais , retalhos de tecido e vermiculita. Os alunos pesquisaram e produziram na cozinha experimental receitas PANCs e AIAs para degustação realizada na Feira, que resultou na venda de um livro digital com todas as receitas apresentadas e outras pesquisadas.

Como parte de nossa pesquisa, visitamos um viveiro de plantas  especializado em PANC’s. Convidamos a também visitar o mesmo viveiro dessas plantas e, em seguida,  montar um berçário de mudas para serem distribuídas aos visitantes . As mudas foram plantadas em cápsulas de café expresso já utilizadas. Os resíduos das cápsulas foram divididos, as tampinhas plásticas e metálicas foram destinadas à reciclagem, e o resíduo alimentício foi encaminhado à composteira já existente. 

O material da composteira pode ser utilizado futuramente como adubo orgânico,  e seu chorume como fertilizante natural. 

Vale ressaltar que os alunos escolheram suas áreas de atuação, e cada grupo tinha tarefas correspondentes a suas áreas de atuação. 

Foram registrados em fotos e vídeos todo o desenvolvimento dos trabalhos pelos alunos que fizeram parte do grupo da tecnologia e depois utilizaram recursos de aplicativos de montagem para apresentação da sala no dia da Feira, bem como na produção de um formulário de pesquisa de satisfação. 

Como foi aplicado no dia da feira?

 O painel com recicláveis ficou exposto como decoração e servindo de suporte para pendurar as pinturas feitas pelos visitantes com as tintas naturais em oficinas de pinturas oferecidas pelos alunos.

Foi montada uma mesa com degustação de PANCs e AIA. Após a degustação das receitas, foi oferecida a compra de um livro de receitas em PDF cuja renda foi revertida para uma instituição de caridade.

Foi oferecida uma oficina de sachês de cheiro e uma oficina de pinturas feitas com tintas naturais e pincéis feitos com crina de cavalo e bambu.

Foram distribuídas mudas de PANCs plantadas em cápsulas de café (reutilização).

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